Hoje subi à La Cruz com a Signe, a minha "irma" Dinamarquesa. Ela vive comigo com a mesma família.
La Cruz é, como é óbvio, uma cruz no topo de uma montanha. De lá tem-se uma vista fantástica de Urubamba e grande parte do Vale Sagrado.
Saímos de casa às 9.15 e caminhamos 1/2 hora até à base da montanha. O dia estava bom para a escalada, o sol encoberto e ao contrário do costume, a temperatura nao estava muito alta. Fizemos uma pausa para beber água e começamos a subir.
O carreiro é típico Inca, sobe a encosta da montanha aos zigzagues, tipo estrada da serra da Leba. Ao princípio, foi fácil: o carreiro era larguinho, nao muito íngreme, o piso firme, a inclinaçao da encosta da montanha, gradual. Progredimos bem e ao fim de uns 10 minutos já tínhamos uma vista bonita do vale. Na montanha em frente avistamos uma capelinha amarela, engraçada, construída pelos Espanhóis - ninguém vai lá.
Vinte minutos depois de começarmos a subir, o piso começou a mudar: pedras soltas, que escorregam debaixo do pé e volta e meia, o carreiro quase desaparecia, pois quando há chuvadas há derrocadas e parte do carreiro abate sob o peso da lama com água que vem lá de cima. Além disso, apesar do sol continuar encoberto, aqui já fazia muito calor. Queria mais água, mas tinha que ter cuidado para que nao se me acabasse antes do fim da caminhada.
Quinze minutos mais tarde começamos a avistar o topo. O carreiro aqui tornou-se mais estreito, mais íngreme e com um precipício que ia do alto da montanha até à base em Urubamba, ao lado. Concentrei-me no piso e com o encorajamento da Signe, chegamos ao topo.
A vista era simplesmente fabulosa! Toda a cidade, o vale até perder de vista, parecia que estávamos no topo do mundo! Tiramos fotos claro, embora a luz nao permita mostrar-vos como o vale realmente é maravilhoso visto lá de cima!
Chegou a hora de descer. Gostaria de poder dizer-vos que realmente conquistei os meus medos e pânicos e me portei como uma autêntica heroína, mas nao posso mentir! Quando comecei a descer o carreiro e à minha frente só via o precipício, congelei apesar do calor! Oh, o pânico que me assaltou! Nao há nada que se compare! Só quem me conhece muito bem e ouviu a historia do carro pendurado pelas rodas de tras na serra da Chela a 2000m de altitude, pode ter uma pequenina ideia do que senti! Tive um momento muito negro! E embora me envergonhe de confessar, desci aquela primeira parte do precipício à "minha maneira", ou seja, sentada! Mas desci!
Passada essa parte mais difícil, o resto foi canja!
Quando cheguei a casa senti-me pela primeira vez, orgulhosa do meu "feito", especialmente quando a minha "mae" Peruana (que só tem mais 4 anos que eu!) me disse: "Subiste à La Cruz? Esse caminho já nao é para a nossa idade!" Pois, mas eu subi! E melhor ainda, tambem desci!
La Cruz é, como é óbvio, uma cruz no topo de uma montanha. De lá tem-se uma vista fantástica de Urubamba e grande parte do Vale Sagrado.
Saímos de casa às 9.15 e caminhamos 1/2 hora até à base da montanha. O dia estava bom para a escalada, o sol encoberto e ao contrário do costume, a temperatura nao estava muito alta. Fizemos uma pausa para beber água e começamos a subir.
O carreiro é típico Inca, sobe a encosta da montanha aos zigzagues, tipo estrada da serra da Leba. Ao princípio, foi fácil: o carreiro era larguinho, nao muito íngreme, o piso firme, a inclinaçao da encosta da montanha, gradual. Progredimos bem e ao fim de uns 10 minutos já tínhamos uma vista bonita do vale. Na montanha em frente avistamos uma capelinha amarela, engraçada, construída pelos Espanhóis - ninguém vai lá.
Vinte minutos depois de começarmos a subir, o piso começou a mudar: pedras soltas, que escorregam debaixo do pé e volta e meia, o carreiro quase desaparecia, pois quando há chuvadas há derrocadas e parte do carreiro abate sob o peso da lama com água que vem lá de cima. Além disso, apesar do sol continuar encoberto, aqui já fazia muito calor. Queria mais água, mas tinha que ter cuidado para que nao se me acabasse antes do fim da caminhada.
Quinze minutos mais tarde começamos a avistar o topo. O carreiro aqui tornou-se mais estreito, mais íngreme e com um precipício que ia do alto da montanha até à base em Urubamba, ao lado. Concentrei-me no piso e com o encorajamento da Signe, chegamos ao topo.
A vista era simplesmente fabulosa! Toda a cidade, o vale até perder de vista, parecia que estávamos no topo do mundo! Tiramos fotos claro, embora a luz nao permita mostrar-vos como o vale realmente é maravilhoso visto lá de cima!
Chegou a hora de descer. Gostaria de poder dizer-vos que realmente conquistei os meus medos e pânicos e me portei como uma autêntica heroína, mas nao posso mentir! Quando comecei a descer o carreiro e à minha frente só via o precipício, congelei apesar do calor! Oh, o pânico que me assaltou! Nao há nada que se compare! Só quem me conhece muito bem e ouviu a historia do carro pendurado pelas rodas de tras na serra da Chela a 2000m de altitude, pode ter uma pequenina ideia do que senti! Tive um momento muito negro! E embora me envergonhe de confessar, desci aquela primeira parte do precipício à "minha maneira", ou seja, sentada! Mas desci!
Passada essa parte mais difícil, o resto foi canja!
Quando cheguei a casa senti-me pela primeira vez, orgulhosa do meu "feito", especialmente quando a minha "mae" Peruana (que só tem mais 4 anos que eu!) me disse: "Subiste à La Cruz? Esse caminho já nao é para a nossa idade!" Pois, mas eu subi! E melhor ainda, tambem desci!
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