sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Machu Picchu


Ao fim de quase 2 meses da minha estadia no Perú, visitei finalmente MP! Vontade nao me faltava, e curiosidade também nao, mas fui adiando, adiando...Vou tentar descrever aqui a minha visita, mas nao há palavras nem fotos que possam verdadeiramente dar-vos uma ideia da magnificência deste lugar!

Saí de Urubamba na sexta 2 Novembro e apanhei o colectivo para Ollanta. A estaçao fica um pouco fora da cidade, mas é bonitinha e tem um bom café onde esperei pelo combóio. É lindo, azul com letras amarelas PERU RAIL. A viagem em si é fascinante - passamos entre as montanhas, à beira rio e é interessante verificar a mudança da vegetaçao, de escassa como é comum na altitude, a luxuriante (cloud forest = floresta nublada, floresta de nevoeiro ou floresta de altitude).
Depois de 1 hora e meia chegamos a Águas Calientes, também conhecida por MP Pueblo. O nome de Águas Calientes deriva, como devem imaginar, de uns banhos termais que existem na cidade. A particularidade desta cidade é o facto de nao haver carros a circular, isto porque nao há estrada até lá. É uma cidade completamente isolada. O único trânsito é o dos mini autocarros, que foram levados até lá de combóio e que transportam os turistas para e de MP. Esta cidade é como um cartao postal, mas infelizmente, por ser muito turística, é muito cara, uma garrafa de água custa 4 vezes mais que em Urubamba, e no café à entrada de MP é 8 vezes mais cara!
Sábado 3 Novembro acordei as 3.45. As 4.30 estava a caminho do portao de entrada para pedestres, que dista cerca de 1km da cidade. Quando lá cheguei, o portao ainda estava fechado, mas já havia bicha para entrar. O portao abre mais cedo do que a ponte para os autocarros, para dar a oportunidade aos que sobem pelas escadas de chegar lá acima mais ou menos ao mesmo tempo que os preguiçosos que sobem de carro. Ainda estava um pouco escuro quando comecei a subir, mas aqui amanhece rápidamente. Sao quase 2000 degraus, e a altitude torna o exercício muito mais difícil. Mentiria se dissesse que foi fácil; nao foi, nem para mim nem para os outros, muito mais novos que eu, que encontrei no caminho. Houve muitas paragens para retomar o fôlego, mas cheguei lá acima!
A primeira vista que tive do local tirou-me o pouco fôlego que me restava: as ruinas, com o Huayna Picchu atrás envolvido em nuvens! É um local absolutamente fascinante e misterioso também, e as nuvens e a chuva que caía ajudavam a criar o ambiente. Choveu quase toda a manha, embora com algumas abertas, e por esse motivo, as fotos estao salpicadas de ponchos plásticos coloridos. Subi escadas, desci escadas, muita escada há neste local! Vi tudo o que havia para ver. O Templo do Sol, usado para astronomia com 2 janelas alinhadas com os pontos onde o sol nasce nos solstícios de verao e inverno, a Praça Sagrada, o Templo das 3 janelas, o Templo do Condor, a casa do guarda, a casa do Inca, as llamas e os terraços para agricultura. Nao subi a Huayna Picchu porque sofro de vertigens e nao é aconselhável a pessoas como eu, a picada tem precipícios e nada onde nos agarrarmos, e desta vez nem sentar-me no chao ajudaria!
A tarde, depois de carimbar o meu passaporte, voltei a Águas Calientes - desta vez de autocarro, pois as pernas estavam um pouco bambas de tanta escadaria! Mas a viagem de autocarro também causou um pouco de stress, pois a estrada é estreita, para um carro só e quando 2 têem de cruzar, ficam quase com as rodas fora da estrada!
Em Águas Calientes vi o meu primeiro beija flor desde que cheguei ao Perú: era lindo e colorido, mas tinha bicho carpinteiro e foi muito dificil fotografá-lo!
As 6 da tarde apanhei o comboio de volta para Ollanta, cansada mas feliz e maravilhada pelo que tinha visto.

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